terça-feira, 16 de outubro de 2007

Pensando sobre Argumentos e Evidências

Iniciamos essa temática partindo da análise do filme "Doze Homens e Uma Sentença", um clássico que permite inúmeras análises, não apenas sob o ponto de vista da Filosofia como também da Psicologia e logicamente do Direito. Aprofundando dentro do que foi proposto, confesso que tive uma dificuldade inicial em definir (ou ao menos tentar definir) argumentos e evidências. Isso porque não queria fazer uma análise rasa, que ficasse na dimensão do senso comum. Para isso recorri à pesquisas na internet, no google acadêmico, buscando artigos que me auxiliassem a elucidar algumas definições/aproximações dentro do tema.


De início o próprio filme me fez pensar no quão relativa são as verdades que nos calcamos, pois dependendo do ângulo de análise elas podem adquirir outras nuances. Além disso, um dos pontos centrais que o filme demonstra é a questão da observação atenta e, principalmente o mais despida possível de preconceitos. Nos debates entre os personagens se percebe o quão complexo é debater e refletir a partir de diferentes pontos de vista, especialmente quando as pessoas calcam suas certezas em preconceitos e impressões pessoais. O desafio é justamente pensar e refletir antes de julgar ou fechar certezas. Nesse ponto a própria Filosofia me auxiliou a perceber a transitoriedade dos conceitos e principalmente das supostas 'verdades' e 'certezas'. Há que se conscientizar que as afirmações que fazemos a cerca do que definimos como verdade, no fundo são apenas aproximações ou tentativas. Não podemos esquecer a premissa básica de que o ser humano encontra-se na busca constante pela verdade, que nesse caso ocupa uma dimensão utópica.


Nos debates em grupo no fórum não fechamos conceitos mas refletimos exatamente sobre a transitoriedade e aplicabilidade desses conceitos, principalmente pensados na Educação...


Essa é apenas uma premissa do que pensei pois a síntese e a reflexão mais aprofundada sobre o tema encontra-se postada no meu webfolio individual do Rooda, na disciplina ESPEAD.

1 comentários:

Alexandra disse...

Analissa, realmente o filme mostra o movimento dos jurados em busca do estabelecimento da verdade. Mas em tempo pós-modernos sabemos que as verdades são inventadas, transitórias como falaste e relativas. O que sugere que pensemos na formulação de questões mais abertas, provisórias, transitando ou pelo menos tentando transitar no espaço da incerteza, da dúvida, o que inevitavelmente sugere o abandono das verdades universais, seguras e estáveis (Louro, p.4).
No caso de um julgamento como proposta do filme pensar nestas verdades provisórias pode causar um desconforto porque lidamos com a vida de outras pessoas, com seus "destinos" perante e lei.
O que fazer? Como fazer? Continuar construindo verdades? Ou continuar acreditando na possibilidade de verdades estáveis?
Deixo estas questões para constinuarmos pensando, mas desde já assumo que acredito que são transitórias, mutáveis e instáveis.
Beijos Alexandra